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06.ABR.17 - 15:10

CEU em risco de sair de Budapeste

O parlamento húngaro aprovou uma lei que força a mais importante universidade do país, a CEU, a sair de Budapeste. A decisão já gerou protestos por todo o mundo, incluindo pela EUA, que apela ao veto do presidente János Áder.

Os membros da Associação Europeia de Universidades (EUA) juntaram-se na Universidade de Bergen, na Noruega, por ocasião da Assembleia Geral e Conferência Anual sobre “Autonomia e Liberdade: a sustentabilidade no futuro das universidades”. Durante o evento, a EUA demonstrou a sua preocupação com a decisão, adotada a 4 de abril, de tirar de Budapeste a Universidade do Centro Europeu (CEU), um dos seus membros mais antigos.

A medida foi aprovada apesar do longo recorde da CEU na educação com sucesso de gerações de estudantes, promovendo o pensamento crítico e a investigação na Hungria. A EUA condena esta decisão por demonstrar falta de respeito com a autonomia universitária e com a liberdade académica.

A associação acredita que as instituições autónomas devem governar-se a si próprias, fora da intervenção e opressão do estado. Além do mais, esta é a primeira vez que um governo de um país da UE decide encerrar uma universidade desta forma. A EUA exige assim que o presidente húngaro János Áder não assine este decreto.

O decreto do governo húngaro contra a CEU é visto como um ataque contra os movimentos pró-liberais e contra as organizações no país que são financiadas pelo investidor George Soros. Soros é um filantropo, que criou as Fundações de Sociedade Livre (OSF), ativas em 100 países, as quais apoiam os direitos civis no leste europeu e nos Balcãs desde meados dos anos 80. 

Em comunicado, a instituição europeia assume o seu inteiro apoio à CEU, usando as palavras do ex-presidente alemão Frank-Walter Steinmeier como mote: “A Europa não deve silenciar-se quando a sociedade civil, mesmo a academia, se priva de ar para respirar”.

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