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06.MAR.17 - 17:50

Maioria dos dirigentes do Ensino Superior legitima a praxe

Segundo um relatório, divulgado pelo Público, menos de 20% dos responsáveis das instituições de Ensino Superior concorda com a abolição da praxe. A maioria – cerca de 80% - reúne-se regularmente com as comissões de praxe.

Um estudo feito por investigadores da Universidade do Porto (UP) e do ISCTE de Lisboa, a pedido do governo, conclui que existe um efeito de legitimação da praxe por parte dos dirigentes das instituições de Ensino Superior. Cerca de 80% responsáveis das Universidades e Politécnicos nacionais admitem reunir-se formalmente com as comissões de praxe.

Só 20% dos reitores e presidentes das instituições de Ensino Superior negam reunir formalmente com as estruturas de praxe. Os que efetuam reuniões periódicas justificam-no com a sensibilização e alerta dos alunos para situações de abuso, regulação interna das atividades e ainda a organização de iniciativas conjuntas. 

O relatório indica, segundo o jornal Público, que se «as instituições encorajam e valorizam as praxes, reconhecendo e legitimando as estruturas estudantis informais que mais diretamente organizam atividades, ou promovendo e consagrando momentos e acontecimentos, é provável que os estudantes encarem a sua participação como ‘natural’ ou até ‘inevitável’».

Neste inquérito apurou-se também que em 72% das instituições envolvidas, a praxe desenvolve-se exclusivamente dentro do campus universitário ou dividida entre o campus e outros espaços das localidades. Menos de 20% dos responsáveis das instituições concordam com a proibição total destas práticas no interior das suas instalações.

Foto interior:José Nascimento/Flickr

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