O projeto de voluntariado médico «Amôlê», organizado por duas estudantes da Universidade do Minho, está à procura de doações através da plataforma PPL. A campanha de crowdfunding decorre até abril.
Sabina Azevedo e Catarina Oliveira, ambas com 21 anos, querem levar «amôlê» - amor, em crioulo - à ilha de São Tomé e Príncipe. As duas estudantes de Medicina da Universidade do Minho partem, a 8 de junho, para a região de Lembá, com a missão de prestar cuidados de saúde à população local.
«Além do trabalho prático e dos cuidados médicos que iremos oferecer às populações, iremos levar connosco material hospitalar e medicamentos», explica Sabina Azevedo, ao Canal Superior.
O projeto de voluntariado médico «Amôlê» está a ser preparado desde setembro do ano passado, e surgiu no âmbito de uma unidade curricular do curso, na qual é exigido aos futuros médicos a realização de um estágio clínico ou projeto dentro ou fora de Portugal.
Para ajudar a financiar a aventura, Sabina e Catarina estão a dinamizar uma campanha de crowdfunding na plataforma PPL.
Através da angariação de fundos, esperam amealhar, pelo menos, 500 euros para a compra de material hospital e medicamentos e para cobrir as despesas com o envio de material para São Tomé e Príncipe. Podes contribuir para o projeto de voluntariado até 13 de abril.
As estudantes do Minho vão estagiar, entre cinco a seis semanas, num centro de saúde de Lembá. «Caso seja possível, iremos também passar algum tempo no Hospital Central e visitar algumas escolas e infantários», conta a estudante.
«Tratar-se-á de uma experiência de prática médica num contexto completamente diferente do nosso país, que muito irá contribuir para o nosso futuro. Mas como não só com medicamentos e Medicina se tratam pessoas, esperamos também levar muitos sorrisos e 'amôlê' para aquela população», perspetiva Sabina Azevedo.
O projeto «Amôlê» conta com o apoio da Câmara Municipal de Viana do Castelo e dos grupos Utilmédica, Bramédica e Trifar.
Fotografia: Diário Digital
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