As eleições para a Federação Académica de Lisboa estão marcadas para esta quinta-feira.
As dez associações de estudantes integradas na Federação Académica de Lisboa (FAL) elegem, esta quinta-feira, a nova equipa responsável pela estrutura, que em novembro do ano passado completou o primeiro ano de existência.
André Pereira, atual presidente da federação, quer representar os cerca de 40 mil estudantes da academia lisboeta por mais um ano. O estudante do ISCTE, finalista do mestrado em Sociologia, e um dos elementos da comissão instaladora da Federação Académica de Lisboa, é candidato único à presidência da direção-geral da FAL.
Ao Conselho Fiscal e à Mesa da Assembleia Geral da Federação Académica de Lisboa apresentaram-se também listas únicas. Rodrigo do Ó, estudante do Técnico, concorre à presidência do Conselho Fiscal e João Frederico Branco, estudante da Nova de Lisboa, espera presidir à Mesa da Assembleia Geral.
Após o primeiro ano de atuação, André Pereira faz um balanço «francamente positivo» sobre a prestação da FAL e para futuro, promete um projeto focado, sobretudo, nos setores social e cultural.
Em entrevista ao Canal Superior, o dirigente associativo resume as prioridades para 2016/2017:
Tendo em conta que estás à frente da Federação Académica de Lisboa e integraste a comissão instaladora da estrutura, qual o balanço deste primeiro ano?
O balanço é francamente positivo. A FAL resulta das vontades partilhadas entre oito associações de estudantes, às quais se juntaram outras duas ao longo deste mandato.
A prioridade e centralidade de ação na política educativa permitiu construir e institucionalizar em Lisboa uma estrutura capaz de se posicionar de forma coerente sobre as diversas matérias de atuação do movimento associativo, introduzindo novas temáticas na sua agenda, nomeadamente questões ligadas à política científica, pedagogia e corpo docente.
Ao longo deste mandato, a formação de dirigentes foi uma prioridade. O protocolo de colaboração estratégica celebrado com a Associação Académica da Universidade de Évora e com a Associação Académica da Universidade do Algarve materializou-se no In-Form-Sul, evento de dois dias, realizado na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e que contou com aproximadamente 75 dirigentes associativos.
Também o desporto se assumiu como um elemento fundamental. A atribuição da organização dos Campeonatos Nacionais Universitários de 2016 e a candidatura submetida à organização do primeiro Europeu Universitário de Orientação institucionalizaram a FAL como uma estrutura focalizada no desporto universitário.
Fica algum projeto por cumprir?
O principal evento por cumprir foi a publicação da Moção Global. A necessidade de produzir um documento de elevada profundidade política, coerente e transversal às várias dimensões de atuação da Federação Académica de Lisboa, associado à vontade de ajustar a duração do mandato às demais académicas, resultou na redução da duração do primeiro mandato em aproximadamente dois meses.
No entanto, a Moção Global será uma realidade nas primeiras semanas de atividade da nova direção, estando neste momento terminada a sua redação e em fase de revisão.
Quais as principais prioridades para o próximo mandato?
O próximo mandato será focado na diferenciação de áreas de atuação. Consolidar as áreas de referência e instalar novos projetos em áreas ainda por explorar serão a prioridade para o ano que se inicia, nomeadamente nas dimensões cultural e social.
A relação estabelecida com o município e com a sociedade civil de Lisboa estarão na génese de todos os projetos. Para tal, avançaremos com projetos nas áreas da ciência, cultura e conhecimento, estruturados e executados com o objetivo de renovar as dinâmicas entre as instituições de Ensino Superior da capital e a sua população, criando condições para que o espaço físico das instituições seja institucionalizado como espaço de acesso ao conhecimento, transversal à população.
Ao nível da política educativa, quais serão as principais matérias a reivindicar?
A Federação Académica de Lisboa acredita na expansão das áreas de atuação política do movimento associativo. Procuraremos estabelecer parcerias e pontes de contacto com outras estruturas existentes no universo da juventude e educação, criando pontes para a consolidação de posições políticas sustentadas em áreas ainda pouco exploradas.
O financiamento das instituições científicas e de Ensino Superior, a modernização do corpo docente, a modernização pedagógica, a valorização do estatuto de bolseiro de investigação, o combate à precariedade no trabalho científico, o abandono escolar e a ação social serão questões quotidianas no exercício do mandato.