LHLN_Thumb
23.SET.16 - 14:50

Congelamento das propinas chumbado pelo parlamento

PSD e CDS conseguiram o apoio do PS. As propostas do PCP e do BE que pretendiam a manutenção dos custos da frequência do ensino superior foram rejeitadas.

A maioria dos deputados da Assembleia da República chumbou hoje as propostas do Partido Comunista e do Bloco de Esquerda que propunham a manutenção do valor das propinas de licenciaturas, mestrados e doutoramentos. O Partido Socialista votou contra os projetos-lei da esquerda que apoia o governo.

Vários reitores de universidades e presidentes de politécnicos tinham já manifestado as suas dúvidas em relação à proposta. O deputado do PS, João Torres, justifica o voto da sua bancada dizendo que impedir o aumento das propinas «não seria justo» se fosse aplicado da mesma maneira em instituições que já praticam o valor máximo e noutras que, nos últimos anos, se esforçaram na adoção de um valor inferior.

Para PCP e BE, os valores praticados em Portugal são exagerados, situação que não é negada por João Torres, embora este reitere a opinião acima referida.

Os deputados discutiram hoje mais três diplomas relacionados com os custos da frequência do Ensino Superior. O Partido Socialista propôs que as universidades e os politécnicos permitam um pagamento das propinas num mínimo de sete prestações e que os estudantes que recebam bolsas de ação social sejam autorizados a pagar as mensalidades apenas depois de receberem o primeiro mês da bolsa. Bloco e PCP também apresentaram uma proposta para os estudantes com atraso no pagamento de propinas. As três propostas seguiram para a comissão especializada sem que tenham sido votadas.

Facebook Twitter