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25.NOV.16 - 16:37

Em Bruxelas para defender a igualdade de oportunidades

Ângela e Anita são duas jovens de São Domingos de Rana que participam no projeto local «ORIENTA.TE». Na terça-feira vão à Bélgica, defender uma moção para que os jovens imigrantes possam ter mais oportunidades de estudo.

Duas portuguesas vão a Bruxelas, capital belga, dia 29 de novembro, defender a necessidade de jovens imigrantes poderem aceder a bolsas de estudo nos países em que residem com uma moção, integrada no projeto «ORIENTA.TE E6G». Anita Leonardo e Ângela Mendes fazem parte de um grupo, composto por cidadãos de 18 nacionalidades, que irão estar no Parlamento Europeu a apresentar as suas moções. 

Anita Leonardo é angolana, tem 21 anos e está a terminar a Licenciatura em Gestão de Recursos Humanos. Por sua vez, Ângela Mendes, tem 24 anos, é filha de pais imigrantes, provenientes dos PALOP, e completou o curso de Jornalismo e Comunicação Empresarial.

Ambas as estudantes são provenientes da freguesia de São Domingos de Rana, concelho de Cascais. Anita e Ângela pretendem contribuir para a capacidade de decisão de jovens entre os 14 e os 40, residentes na localidade de que são naturais, de forma a atingirem uma situação social e profissional sustentável.

«Às vezes não nos conseguimos pôr no lugar do outro, e fomos constantemente obrigados a estar no lugar do outro, e a pensar e responder como o outro e isso é muito difícil», explica Anita Leonardo e acrescenta que «temos que saber dar a volta à situação e ver como isso ajuda a criar novas ideias e a construir novas moções».

A moção é o resultado do trabalho que foi desenvolvido pelos jovens do projeto «ORIENTA.TE», o qual envolveu procura de soluções e estratégias de melhoria de vida da comunidade. «Diariamente vejo-me rodeada de jovens com imensa capacidade de atingir o inatingível, mas infelizmente não têm as mesmas oportunidades que tive», confessa Ângela Mendes.

A iniciativa «ORIENTA.TE» nasceu em São Domingos de Rana, em 2010, para promover a inclusão social de crianças e jovens provenientes de contextos socioeconómicos vulneráveis. É constituída por vários intervenientes, como agrupamentos de escolas da freguesia, membros da Câmara Municipal de Cascais, a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Cascais e ainda pela TESE - Organização Não Governamental para o Desenvolvimento (ONGD).

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