O Sindicato Nacional do Ensino Superior manifestou-se, esta semana, contra o Orçamento de Estado de 2017. Gonçalo Velho, presidente do SNESup, crê que o OE2017 coloca as carreiras académicas numa «situação extremamente grave».
A proposta de Orçamento de Estado para 2017 foi apresentada na semana passada e não deixou satisfeitos os docentes do Ensino Superior. A dotação orçamental prevista para 2017 representa menos 21% face a 2010 e o aumento de 6%, relativo a 2016, apenas cobrirá as despesas da reposição da sobretaxa.
O presidente do Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup), Gonçalo Velho, afirmou, em comunicado emitido esta semana, que o OE2017 representa «um agravar de um conjunto de cortes que implicam perdas reais na ordem dos 30%, apesar do número dos alunos ser francamente superior».
O responsável do SNESup acrescenta que a «informação patente no site do Governo referente à contratação de cerca de 2000 docentes/investigadores em 2017 não está em linha com a verdade».
Gonçalo Velho reforça ainda que existem «carreiras congeladas, o mérito é desprezado e a degradação é constante». «Estamos numa competição global com o financiamento de há 16 anos atrás», conclui.