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05.AGO.16 - 11:05

Estudantes da UTAD vão ganhar uma ciclovia

O projeto U-Bike UTAD será apresentado no início do ano letivo e está inserido no programa nacional U-Bike Portugal, coordenado pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes. 

O campus da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e, simultaneamente, a cidade de Vila Real vão ganhar uma nova ordem. 

A instituição universitária está a preparar um projeto de mobilidade que pretende trazer mais bicicletas ao campus e melhores condições ambientais. 

A ideia está em ligar a cidade ao campus universitário através de um ciclovia. Os estudantes vão ter acesso a bicicletas elétricas e convencionais, em regime de cedência temporária, e a espaços de convívio e de lazer renovados. 
 
«Com o projeto U-Bike UTAD queremos incentivar formatos de mobilidade mais saudáveis e amigos do ambiente na comunidade académica. A UTAD está inserida num eco campus, pelo que fomentar esta prática constitui uma aposta em estilos de vida saudáveis no campus e na educação ambiental de jovens», explica o reitor da UTAD, Fontainhas Fernandes, em comunicado.

O projeto de intervenção será apresentado no início do ano letivo e está inserido no programa nacional U-Bike Portugal, coordenado pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes, que visa «adotar hábitos de mobilidade mais sustentáveis nas comunidades académicas». 

A aplicação do plano de mobilidade vai viabilizar uma «redução nas emissões de CO2, através da substituição efetiva de 210 automóveis, por 300 bicicletas (270 elétricas e 30 convencionais)», afirma o pró-reitor da UTAD, Amadeu Borges. 

«Com esta meta será realizada uma transferência de um total de 672 mil quilómetros, que seriam realizados com recurso ao automóvel. Desta forma, está prevista uma poupança energética de 83.973 TEP (tonelada equivalente de petróleo) e uma redução de 256.952.373 quilos de CO2 para um período de dois anos», acrescenta Amadeu Borges.

A UTAD anuncia ainda, em comunicado, que o projeto inclui a «melhoria de diversos trilhos pedonais e a valorização de pontos de observação da natureza», ficando o trânsito automóvel «condicionado nas zonas de maior interesse botânico». 

[Créditos da Imagem: José Paulo Santos]

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