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06.JAN.16 - 15:56

Estudantes reúnem-se, pela primeira vez, com o ministro do Ensino Superior

Manuel Heitor, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, deu início a uma ronda de reuniões com estudantes, reitores e presidentes dos politécnicos. 

Está agendada a primeira reunião entre o movimento associativo nacional e o ministro do Ensino Superior, Manuel Heitor. Os estudantes vão ser recebidos pelo governante na próxima segunda-feira, dia 11. 

Mas o «primeiro contacto» com os grupos parlamentares já foi estabelecido. As associações e federações académicas apresentaram ontem as dez principais reivindicações estudantis na Comissão de Educação e Ciência. 

A audição foi «importante», uma vez que a «Assembleia da República tem um peso completamente diferente» relativamente à anterior legislatura, analisa Carlos Videira, presidente da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM). 

Em declarações ao Canal Superior, o dirigente estudantil afirma que «de uma forma geral, as preocupações são partilhadas por todos os grupos parlamentares». É o caso de matérias como a revisão do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior, a reorganização da rede, a necessidade de uma maior representação dos estudantes nos órgãos de Governo e o combate ao abandono escolar. 

Superior com financiamento plurianual 

Ontem, o panorama atual do Ensino Superior esteve ainda em discussão entre o Conselho de Reitores e o ministro do Ensino Superior, Manuel Heitor.  

Após a primeira reunião de trabalho entre reitores e o ministro, Manuel Heitor avançou que o financiamento das instituições de Ensino Superior passará a ser plurianual, a partir do próximo ano. A verba atribuída pelo Estado às universidades e politécnicos será definida no início de cada legislatura e deverá ser aplicada num prazo de quatro anos. 

A notícia é «expectável», na ótica do presidente da AAUM. Carlos Videira frisa, no entanto, que a nova fórmula de financiamento deve ser «bem definida», com «critérios conhecidos», sendo ainda necessária a participação dos estudantes no desenho da mesma. 

Enquanto a nova fórmula de financiamento está a ser preparada pela tutela, adiantou ontem o ministro do Ensino Superior, a verba atribuída às instituições no corrente ano será equivalente à de 2015: cerca de 900 milhões de euros.

Hoje, é a vez do Conselho de Politécnicos ser recebido pelo ministro do Ensino Superior. Em cima da mesa estão temas como o reforço da autonomia das instituições, o rejuvenescimento do corpo docente, bem como o combate ao emprego precário e ao abandono escolar. 

Foto: Tiago Petinga/LUSA

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