A garantia foi dada aos estudantes, esta terça-feira, pelo ministro da Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, na primeira reunião entre o governante e as associações e federações académicas.
«Não há instituições a mais, mas estudantes a menos». Foi este o mote da primeira reunião entre o ministro da Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, e o movimento associativo nacional.
O encontro decorreu na tarde desta terça-feira, no Teatro Thalia, em Lisboa. De um lado, estiveram as linhas estratégicas do Governo ao nível do Ensino Superior e da Ciência e, do outro lado, as principais reivindicações dos estudantes. A reunião, apesar de «complexa», foi bastante «positiva», analisa André Pereira, presidente da Federação Académica de Lisboa (FAL), em declarações ao Canal Superior.
«Há um enfoque muito grande na questão científica, na valorização e na abertura do espectro do Ensino Superior. A grande prioridade [do Governo] é aumentar a abrangência do Ensino Superior, atrair mais estudantes, diversificar a rede», afirma André Pereira.
Da reunião sai, por parte do Ministério, a garantia de que o Conselho para a Internacionalização do Ensino Superior Português (CIESP) e o Conselho Coordenador do Ensino Superior (CCES) vão ser constituídos «nos próximos meses».
De acordo com o presidente da FAL, o Governo considera como «prioritário» a criação do CCES. «Não foi dada uma data, mas será uma questão a resolver nos próximos meses, com alguma rapidez», adianta André Pereira, frisando que o CCES será «um espaço de debate e escrutínio extremamente importante», uma vez que reunirá «conhecimentos críticos de todos os agentes» do setor.
Governo aumenta número de bolsas de doutoramento
Ao nível da investigação científica, também chegam novidades por parte do Ministério. Manuel Heitor assegurou aos estudantes que o Governo avançará com um «reforço significativo» do número de bolsas individuais de doutoramento atribuídas pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e lançará um novo processo de avaliação às unidades de investigação nacionais.
«Vão ser iniciadas, neste momento, diligências para abrir um novo processo de avaliação às unidades de investigação, com objetivo de reverter o último processo. Está a ser estudado qual o impacto que essa avaliação teve nas 68 unidades de investigação, que perderam financiamento», explica o dirigente associativo.
Esta terça-feira, os estudantes estiveram ainda na Direção-Geral do Ensino Superior para uma reunião de «contextualização» sobre o pagamento de bolsas pela entidade e, segundo o presidente da FAL, André Pereira, os apoios têm sido «pagos dentro dos prazos acordados».
O movimento associativo nacional prepara-se, agora, para elaborar o seu parecer sobre as matérias de trabalho hoje apresentadas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.