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26.JAN.16 - 10:55

Leonardo Martins. 365 dias para representar os estudantes nacionais na Europa

O antigo vice-presidente da Associação Académica de Coimbra, de 24 anos, é o novo presidente da Federação Académica para a Informação e Representação Externa. 

Leonardo Martins, antigo vice-presidente da Associação Académica de Coimbra, foi escolhido, a 15 de janeiro, para representar os estudantes do Ensino Superior português no panorama internacional. 

Durante o ano de 2016, o jovem de 24 anos vai coordenar a Federação Académica para a Informação e Representação Externa (FAIRe), com uma equipa de oito estudantes oriundos de vários pontos do país. 

O principal desafio passará por aplicar, no terreno, «todo o potencial» da estrutura, considera Leonardo Martins, que garante atenção redobrada da FAIRe no que a temas como o Processo de Bolonha e a internacionalização das instituições de Ensino Superior portuguesas diz respeito. 

A FAIRe, que comemora, em março, 15 anos de existência, está integrada na The Mediterranean Network of Students (MedNet), que representa mais de uma dezena de associações estudantis do Mediterrâneo, e na European Students' Union (ESU), a associação europeia de estudantes do Ensino Superior. 

Em entrevista ao Canal Superior, o recém-eleito presidente da organização, Leonardo Martins, resume as prioridades da nova comissão executiva da Federação Académica para a Informação e Representação Externa, anteriormente liderada por João Branco. 

O que te motivou a concorrer ao cargo?

A FAIRe celebra em 2016 quinze anos de existência. Primeiro como fórum, depois como federação, a FAIRe foi crescendo na sua representatividade externa e no número de associados. Hoje, é imperativo que esta se reinvente e se adapte à realidade atual. 

Nos últimos anos, a FAIRe tem mantido como objetivo a sua presença nos eventos da ESU e da MedNet. Contudo, a legitimidade dessa representação será tanto maior, quanto maior for a abrangência nacional. Assim, reforçar a representação externa dos estudantes portugueses na Europa e renovar a ligação interna entre as diversas federações e associações académicas e de estudantes nacionais tornou-se o principal motivo da minha candidatura, pois, quinze anos volvidos desde a sua fundação, subsistem ainda problemas que impossibilitam o alcance de todo o potencial que a FAIRe pode atingir.

Na prática, quais as principais prioridades para o mandato e porque? 

Para este mandato, que tem a duração de um ano, é de extrema importância a promoção de uma discussão séria e profunda sobre aquilo que queremos para a estrutura. E esta discussão terá de ser feita durante este tempo de mandato através de dois vetores. 

Um primeiro de reestruturação daquilo que é a FAIRe: o seu modelo de funcionamento, o seu plano financeiro e a sua organização. Um segundo que tem que ver com uma das principais temáticas que a FAIRe tem obrigatoriamente de se envolver e, por inerência, os seus associados: temas como a garantia da qualidade, a coesão social europeia e a internacionalização, têm de estar na ordem do dia. Estas serão as linhas programáticas do próximo mandato. 

Para além disto, irei propor uma revisão estatutária profícua, produtiva e profunda. Esta é a hora da FAIRe se destacar no panorama nacional e de se reforçar no panorama internacional.

De que forma será feito o reforço da presença nacional na Europa, bem como será trabalhada a melhoria do sistema de Ensino Superior português e europeu?

O reforço será concretizado através de uma presença mais constante da FAIRe nos diversos fóruns, mas também passará pela apresentação, nesses mesmos eventos, de propostas concretas. 

Acrescento ainda que a FAIRe pretende realizar uma grande discussão interna sobre as diferentes temáticas de forma a que as posições marcadas externamente tenham o cunho de todos os associados. A melhoria do sistema de Ensino Superior, português e europeu, é uma prioridade. Temas como a garantia da qualidade, o Processo de Bolonha ou a internacionalização serão alvos de processos de monitorização e de revisão dos aspetos negativos.

Com que projetos podem os estudantes contar?

Primeiro, projetos de formação e discussão entre todos os associados. Só assim poderemos obter mais e melhores resultados. Seguidamente, constituiremos planos nacionais de sensibilização para os temas fraturantes do Ensino Superior, em conjunto com os associados, como por exemplo, a importância da auto-avaliação de cada instituição de Ensino Superior.

Quem está por detrás da nova direção da FAIRe?

Um dos principais intuitos quando propus a equipa para a comissão executiva foi esta ser o mais representativa possível dos associados da federação. Assim, propus os seguintes elementos para a comissão executiva: o Stephano Pugliese (da AEIST), o Diogo Cunha (da AAUM), o João Aguiar (da AAUAv), o José Pereira (da AEISEC), a Carolina Janeiro (da AEESEC), a Beatriz Azaruja (da AAUE), a Inês Sousa (da AEFCT) e o Nuno Nabais (da Universidade Autónoma). Estas são as pessoas nas quais confio a 100% para comandarem a FAIRe no próximo ano.

A constituição do Conselho para a Internacionalização do Ensino Superior Português, criado no ano passado, é uma garantia do Ministério, assim como a criação da marca «UniversitiesPortugal.com» já foi anunciada pelo Conselho de Reitores. Qual será a posição da FAIRe nestas matérias? 
 
Sensivelmente desde 2013 que o tema da internacionalização tem sido alvo de uma grande discussão e de decisões reformadoras. O objetivo passou sempre pela captação de cada vez mais estudantes internacionais para Portugal. Embora concordemos com a concertação de uma estratégia nacional, parece-nos que as instituições ainda estão bastante segregadas nesta matéria. Por isso, a criação do Conselho constituirá uma tremenda vantagem para a implementação de medidas nesta área, promovendo novas parcerias como a «UniversitiesPortugal.com».

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