A nova direção da Fundação para a Ciência e a Tecnologia toma posse esta quarta-feira.
Após um processo de audição de vários agentes da comunidade científica, está definida a nova estratégia de atuação da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).
Reforçar o número de bolsas de doutoramento, aumentar o financiamento investido no setor científico e «ultrapassar a precariedade contratual» dos investigadores são algumas das medidas a adotar pela nova direção da FCT. Medidas essas recomendadas pelo Grupo de Reflexão sobre o Futuro da FCT, um grupo de trabalho criado, em dezembro, pelo Governo.
Paulo Ferrão, desde 2006 diretor do programa MIT Portugal, assume hoje a presidência da FCT. O novo conselho diretivo da estrutura conta ainda com Miguel Castanho, da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, Isabel Ribeiro, do Instituto Superior Técnico, e Ana Sanchez, do Instituto da Tecnologia Química e Biológica da Nova de Lisboa.
«Importa apostar na formação avançada e no emprego científico, assim como aproximar os cientistas da população em geral e em especial dos seus jovens, estimulando processos de participação pública na definição de agendas de desenvolvimento científico e cultural», refere a «Carta de princípios de orientação para a FCT», apresentada hoje pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, em Lisboa.
Entre as prioridades da FCT para o «futuro próximo» constam o combate à «fuga de cérebros», bem como procurar «minimizar o desproporcionado e ineficaz peso burocrático» dos programas viabilizados pela entidade científica.