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17.NOV.16 - 14:59

Património em conserva

O HeritageCARE é uma iniciativa pioneira desenvolvida pela UMinho, que quer criar uma entidade sem fins lucrativos para inspecionar e preservar edifícios históricos. O projeto será concebido para atuar em Portugal, Espanha e França.

A Universidade do Minho está empenhada em preservar o património histórico e cultural. Com esta finalidade, a instituição minhota vai desenvolver o HeritageCARE. Este projeto consiste numa estratégia para salvaguardar centenas de construções históricas no Sudoeste europeu e conta com o auxílio de oito parceiros e de um fundo de 1,68 milhões de euros - provenientes do programa Interreg-SUDOE e do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER). 

O HeritageCARE funciona sob o lema «mais vale prevenir do que remediar». É liderado pela UMinho, através do Instituto para a Sustentabilidade e Inovação em Estruturas de Engenharia (ISISE) e do Instituto para a Bio-Sustentabilidade (IB-S). Colaboram ainda no projeto a Direção Regional de Cultura do Norte e o Centro de Computação Gráfica, a universidade espanhola de Salamanca, o Instituto Andaluz e a Fundação Santa Maria Real do Património Histórico e as universidades francesas de Blaise Pascal e de Limoges.

O objetivo é construir um sistema de monitorização integrada e sustentável do património, concebendo uma entidade sem fins lucrativos, que fará inspeções periódicas a edifícios, divulgará boas práticas de conservação a proprietários e cidadãos, aconselhará órgãos governamentais, entre outros aspetos.

O professor coordenador do HeritageCARE, Luís Ramos, assegura que irão partilhar o conhecimento e a experiência em rede, «contribuindo para definir diretrizes comuns de boas práticas para a inspeção sistemática, diagnóstico, conservação e manutenção do património cultural construído». 

O docente do Departamento de Engenharia Civil da UMinho, acrescenta que se espera «contribuir para a mudança de mentalidades na atitude das pessoas, entidades governamentais e proprietários na proteção e manutenção dos seus edifícios e monumentos». 

O investigador Luís Ramos acredita ainda que este projeto é merecedor do apoio da UE, uma vez que «os problemas da conservação preventiva em Portugal são similares aos da Espanha e França». «Ao definirmos uma metodologia científica e criarmos um sistema de gestão amigável, vamos poder aplicá-la nos três países», adiciona. 

A meta é que o HeritageCARE seja exportável para outras localizações, como a Itália, que lidera a lista de lugares Património Mundial da UNESCO. 

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