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13.JAN.17 - 16:10

População de veados em expansão na Lousã

O projeto do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro é um bom exemplo de como se pode combater a extinção de espécies animais e apoiar a biodiversidade. Em vinte anos, a população de veados atingiu os 3.000 animais.

No final dos anos 90, cerca de uma centena de veados foi reintroduzida na Serra da Lousã. 20 anos depois, existem mais de 3.000 animais desta espécie a viver em estado selvagem nesta região. Este é o balanço de um projeto iniciado em 1995 pela Unidade de Vida Selvagem (UVS) do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro.

Os biólogos envolvidos congratulam-se com o sucesso deste projeto, que o torna um dos maiores êxitos nacionais e europeus entre os programas de fomento e conservação da biodiversidade. No final dos anos 90 os veados estavam praticamente extintos na Lousã.

“Os resultados obtidos demonstram que a reintrodução de veados na serra da Lousã foi um sucesso, não só pela sua sustentabilidade biológica e ecológica, como também pelo número de efetivos e a área de distribuição atuais”, garante Carlos Fonseca, biólogo e responsável da UVS.

Entre 1995 e 2004 foram reintroduzidos 120 animais provenientes da Zona de Caça Nacional da Contenda e da Tapada de Vila Viçosa. O objetivo era devolver à região uma espécie emblemática, extinta por ação do homem. O veado é hoje um ex-libris da Serra da Lousã, tendo um forte potencial económico, cinegético e turístico.

Num artigo publicado no último número do International Journal of Biodiversity Science, Ecosystem Services & Management a equipa de investigadores do Departamento de Biologia e do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da UA, sublinha o sucesso na vasta distribuição geográfica dos animais.

A bióloga Ana Valente, uma das autoras do artigo, salienta que «a área de distribuição atual, superior a 90 mil hectares, é fruto da expansão dos veados em várias direções, com especial destaque para Nordeste, ao longo da Cordilheira Central em direção à Serra da Estrela, estando limitada a norte pelo rio Mondego e a sul pelo rio Zêzere».

(Fotografias: Maria Augusta Pinto) 


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