Dois portugueses e uma brasileira são os vencedores do prémio Mário Quartin Graça, que distingue as melhores teses de doutoramento entre Portugal e a América Latina. As ciências sociais, humanas e empresariais foram as categorias avaliadas.
O investigador Vítor de Sousa, da Universidade do Minho, venceu o prémio internacional Mário Quartin Graça, na categoria Ciências Sociais e Humanas. O galardão, que distingue teses de doutoramento em universidades portuguesas e latino-americanas, laureou a tese «Da 'Portugalidade' à Lusofonia».
«É um prémio importante para mim, porque tem um especto internacional (América Latina e Portugal) e porque reitera o trabalho que desenvolvi ao longo de vários anos sobre a 'portugalidade', numa verdadeira obsessão», explica Vítor de Sousa, em declarações à revista Mundo Português. O investigador analisou de que forma o conceito de 'Portugalidade' se reajustou à era pós-colonial - transformando-se em lusofonia.
Outro vencedor português foi o investigador do Departamento de Química da Universidade de Aveiro, Jorge Pereira, na categoria «Tecnologias e Ciências Naturais». A sua tese «Um conto de dois bioprocessos» reporta dois exemplos de bioprocessos utilizados como alternativa aos processos químicos utilizados pelas indústrias petrolífera e farmacêutica.
A brasileira Daniele Fontoura, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), fechou o pódio com «Envelhecimento e Mercado de Trabalho no Setor Hoteleiro Brasileiro e Português: Uma Perspetiva de Género». Esta tese foi cotutelada pela UFRGS e pelo Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa (ISEG-UL) e venceu na categoria «Ciências Económicas e Empresariais».
Esta foi a 7.ª edição do Prémio Mário Quartin Graça, que resulta de uma parceria entre o Banco Santander Totta e a Casa da América Latina. Cada vencedor receberá um prémio de 5.000 euros.