Uma estudante norte-americana criou uma organização sem fins lucrativos para combater o assédio e violência sexual. O Project Consent quer promover o debate sobre o tema e apoiar vítimas.
O assédio e violência sexual é um tema em constante debate nos Estados Unidos. Todos os dias surgem novos casos de violência sexual e muitos dos casos acontecem em campus universitários.
No entanto, esta realidade estende-se a todo o mundo e a indivíduos de todas as faixas etárias. Para alertar sobre o tema e promover o «consentimento», uma estudante norte-americana criou o Project Consent, tendo como lema «Se não é 'sim', a resposta é 'não'».
«O Project Consent é um movimento que tem como objetivo combater o assédio e violência sexual», revela Sara Li, fundadora do Project Consent, ao Canal Superior.
Sara é estudante de jornalismo na Universidade do Kansas e criou o projeto, em 2014, para abordar o assunto de uma forma «honesta e informativa», que «promovesse a discussão sobre o tema».
«Eu quero educar as pessoas sobre a 'prevalência da cultura de assédio' e de uma forma que incentive o pensamento crítico. Quando o projeto nasceu, eu tinha 17 anos e nunca pensei que atingisse esta dimensão», explica a jovem.
Sara acredita, no entanto, que não há um público-alvo «específico». Para a jovem, «o assédio sexual pode afetar pessoas de qualquer idade ou género». Daí, a sua audiência ser global.
A todos os que querem juntar-se ao projeto e ajudar vítimas, a fundadora do Project Consent deixa uma mensagem simples e direta: «Manifestem-se contra o assédio sexual. Apoiem as vítimas. Há muitas formas de apoiar a causa e fazer a diferença», acrescenta Sara Li.
Apesar de ter nascido nos Estados Unidos, o Project Consent quer alertar indivíduos de ambos os géneros e de todo o mundo. Atualmente, a equipa é composta por jovens dos Estados Unidos, Canadá, Holanda e Chile.