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18.MAR.16 - 10:50

Propina da U.Lisboa mantém-se nos 1063 euros

Mas o valor da propina será para baixar a breve prazo. O compromisso parte do Conselho Geral da Universidade de Lisboa que apela ao Governo o aumento do financiamento destinado às instituições no sentido de baixar as propinas. 

O valor da propina das licenciaturas e mestrados integrados ministrados pela Universidade de Lisboa mantém-se nos 1063 euros, no próximo ano letivo. 

A decisão foi aprovada ontem, em Conselho Geral, e segue a medida prevista no Orçamento do Estado para 2016, que estabelece o congelamento da propina máxima, em termos nacionais, em 2016/2017. 

«A posição natural dos estudantes é de baixar o valor da propina imediatamente. Mas, segundo o Conselho Geral e o próprio reitor, é muito complicado baixar o valor da propina enquanto houver o estrangulamento das universidades», afirma Pedro Roque, um dos representantes estudantis do Conselho Geral da Universidade de Lisboa, ao Canal Superior. 

Na Universidade de Lisboa, tal como noutras instituições de Ensino Superior, as propinas representam uma «fatia enorme» do orçamento global, exemplifica o estudante da Faculdade de Arquitetura, frisando que a dotação vinda do Estado chega a ser «inferior só ao valor dos salários [pagos aos funcionários], excluindo todos os outros custos de funcionamento» da universidade. 

No sentido de inverter esta tendência, o Conselho Geral da Universidade de Lisboa, em concertação com o reitor, decidiu exercer pressão junto dos ministros das Finanças e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior - ambos docentes na instituição -, no sentido de «aumentar o valor do financiamento [atribuído às instituições], fazendo com que a propina não tenha um peso absurdo». 

«Esperamos, já no próximo ano, ver diminuir o valor máximo praticado no Ensino Superior, tendo em conta a desejável gratuitidade do ensino, tal como está consagrado na constituição», perspetiva Pedro Roque. 

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