Os estudantes lançaram, esta sexta-feira, uma carta aberta endereçada ao presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira.
Em carta aberta, emitida esta sexta-feira, as associações de estudantes da FEUP, FEP, FADEUP e FCNAUP - apoiadas pela Federação Académica do Porto - apelam à Câmara Municipal do Porto para que encontre «uma solução para a utilização do estacionamento, de forma gratuita, por parte dos estudantes do polo da Asprela».
A posição estudantil vem na sequência da instalação de parquímetros, a 22 de junho, na rua Dr. Frei Vicente da Soledade e Castro, junto à Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. A implementação dos equipamentos no local originou também a criação de uma petição com mais de 1200 assinaturas, criada por um estudante da FEUP.
No comunicado, direcionado ao presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, os dirigentes estudantis mostram-se disponíveis para o «início de uma via de diálogo que solucione» a situação.
«Embora esta seja uma zona servida por transportes públicos, autocarros (STCP) e metro (linha amarela ou linha D), são muitos os estudantes que utilizam veículo próprio na deslocação pendular casa-faculdade», constatam as AEs, reforçando que «a inclusão de arruamentos, como é o caso da rua Dr. Frei Vicente de Soledade e Castro, nas zonas de estacionamento de duração limitada representa para estes estudantes um duplo transtorno».
Os estudantes das quatro instituições de Ensino Superior do Porto atentam ainda para o facto de que as regras de utilização do sistema de estacionamento pago «não se coadunam com a frequência de aulas». «Considerando que a maior parte dos estudantes, naturalmente, não dispõe de cartão de crédito para associar à aplicação Telpark, restará a alternativa de, regularmente, colocar moedas no parquímetro durante o dia de aulas», defendem.
O Canal Superior contactou a Câmara Municipal do Porto, não tendo obtido ainda esclarecimentos sobre a matéria.