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06.JAN.17 - 17:01

Redaporfin: a nova esperança na luta contra o cancro

Uma molécula, descoberta na Universidade de Coimbra, produziu efeitos positivos quando testada num doente oncológico. A conclusão desta experiência pode resultar futuramente no primeiro fármaco oncológico português.

Testada pela primeira vez numa terapia fotodinâmica em doentes com cancro da cabeça e do pescoço, a molécula Redaporfin parece ter dado bons resultados. Descoberta na Universidade de Coimbra, a molécula atuou num doente que se encontrava em cuidados paliativos e que ficou sem sinal do tumor.

O diretor de Química Medicinal do projeto, Luís Arnaut, acredita que o mais inovador deste tratamento é «o facto de a terapia estimular o sistema imunitário do paciente, ou seja, a terapia limita o processo de metastização do tumor». Espera-se que o primeiro fármaco oncológico português possa ser opção terapêutica em 2022.

Os resultados ainda não foram publicados em nenhuma revista científica mas, entre 2011 e 2014, várias experiências com ratinhos comprovaram a eficácia da molécula Redaporfin.

Em julho de 2016, o European Journal of Cancer garantiu que 86% dos ratinhos com tumores que foram tratados com esta tecnologia ficaram curados. Não se observaram efeitos secundários, como acontece com a quimioterapia e a taxa de reincidência da doença é muito reduzida.

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