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04.JUL.16 - 14:51

Residências ficam mais em conta para bolseiros do Politécnico do Porto

A partir do próximo ano letivo, os alunos bolseiros pagam o mesmo valor que recebem do Estado para viver nas residências do Instituto Politécnico do Porto. 

No Instituto Politécnico do Porto, o valor pago pelos estudantes bolseiros deslocados para frequentar as residências passa a ser equivalente ao complemento de alojamento atribuído pelo Estado. As novas regras, aprovadas na semana passada, pelo Conselho de Ação Social da instituição, entram em vigor no próximo ano letivo. 

«A medida é muito positiva e enquadra legalmente este pagamento, pois deveria ser expressamente proibido acrescentar qualquer tipo de taxa ao valor definido de pagamento», considera Daniel Freitas, presidente da Federação Académica do Porto (FAP), ao Canal Superior. 

O valor mensal pago pelos alunos deslocados (73,36 euros  - 17,5% do Indexante dos Apoios Sociais) fica, assim, uniformizado, não ficando dependente da tipologia do quarto.  

O presidente da FAP explica que até ao momento, consoante a tipologia do quarto, «havia um determinado extra». Logo, a mensalidade era «menor à medida que aumentava o número de estudantes por quarto. No caso dos quartos quádruplos, até diminuía o valor pago», refere Daniel Freitas.  

De acordo com o Conselho de Ação Social do Instituto Politécnico do Porto, a medida vai abranger mais de 250 alunos bolseiros. A instituição justifica a decisão com o intuito de «não agravar a situação financeira de um estudante carenciado». 

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