Depois do Porto, é a vez de Braga mostrar a vontade de ajudar quem enfrenta problemas de saúde em tenra idade. Em setembro, a U.Dream lança o desafio aos estudantes da academia minhota.
«A Passarola», um engenho idealizado por José Saramago no livro «Memorial do Convento», é uma máquina movida a «vontades». A U.Dream surgiu, em agosto de 2013, a partir desse mesmo combustível.
Quase dois anos e meio depois de muitas «vontades», o projeto fez da quimera de 30 crianças com problemas de saúde um pedaço de realidade. Tudo com a bagagem académica e pessoal dos estudantes, bem como através do apoio da sociedade civil e de mais de 50 empresas portuenses.
«Primeiro o sonho, depois a empresa e por fim, o conceito que veio dar a força e a organização que tanto precisamos: a academia, que transformou a vontade de mudar o mundo num conceito objetivo e com uma estratégia muito clara: potenciar o crescimento pessoal, humano e profissional dos estudantes», refere Diogo Mendes, CMO da U.Dream Portugal, ao Canal Superior.
A equipa de três dezenas de estudantes da Universidade do Porto transformou-se numa «família» formada por mais de 120 jovens de 14 faculdades da academia do Porto. Mas a U.Dream, a primeira júnior empresa social do país, não quer ficar por aqui e, a partir de setembro, chega a Braga.
«O nosso sonho é levar esta mentalidade para outras cidades, é mudar centenas de vidas, é poder acompanhar centenas de crianças pelo país inteiro, é poder apaixonar os estudantes e transformá-los em agentes de mudança», perspetiva Diogo.
A U.Dream tem como meta alcançar 12 sonhos por ano, «sem nunca esquecer o período de acompanhamento de três meses ao domicílio».
A júnior empresa criou um sistema de contrapartidas de forma a sustentar a essência do projeto. Como? Os estudantes prestam serviços às empresas parceiras e a remuneração reverte, na totalidade, para os sonhos da U.Dream.
Além disso, podes contribuir através de um cartão de sócio - por 1 ou 5 euros mensais -, que viabiliza descontos em mais de 30 lojas do Porto. «É através desse sistema de troca direta que financiamos toda a atividade corrente e queremos que as pessoas percebam que optamos pelo caminho mais 'difícil' porque para nós, só este caminho faz sentido», frisa o CMO da U.Dream.
A par da academia minhota, os estudantes da U.Dream esperam continuar a alagar o projeto e conquistar as cidades de Aveiro, Coimbra e Lisboa.
Diogo Mendes explica o motivo: «a nossa mentalidade é simples, se todas as pessoas têm o direito de ser felizes, de sorrir mais, de ter apoio e de receber a atenção que precisam, porque é que não vamos lutar por isso? Se sabemos como fazê-lo, porque vamos parar?».